O 14º Minas Trend, que apresentou as coleções de vestuário, calçados, bolsas e acessórios de moda para a temporada Primavera/Verão 2015, terminou segundo os organizadores,  com um incremento de 15% no número de compradores em relação à edição anterior que compreendeu os lançamentos de inverno. Quanto ao número de expositores, esta temporada também surpreendeu com a adesão de 254 empresas, um crescimento de 23,9% em comparação à Primavera/Verão passada, sendo 120 grifes de vestuário, 54 de calçados, bolsas e acessórios e 80 do segmento de joias e bijuterias. Segundo o Sindvest-MG, uma média de outras 60 confecções, já aprovadas pela curadoria do evento, não puderam participar desta edição devido à falta de espaço disponível.

Michel Aburachid, presidente da entidade, avalia que, pelas primeiras informações recebidas dos expositores mineiros do setor de vestuário, os resultados de negócios foram bastante positivos, confirmando os bons índices registrados pelo Estado nos últimos meses. “No ano passado, tivemos um aumento no faturamento de 14% sobre 2012 e os dois primeiros meses deste ano superaram em 5% o mesmo período de 2013”. Para o executivo, a revisão do Simples e a regularização da terceirização do setor seriam pontos fundamentais para aumentar a segurança e competitividade do setor. “O governo tem que perceber a importância da indústria de moda na geração de emprego e riqueza”, finaliza.

Jânio Gomes, Presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de Minas Gerais (Sindicalçados-MG), também confirma a satisfação do grupo de expositores do setor “apesar do momento em que o País vive, com baixo crescimento”. Segundo Jânio, as vendas foram superiores às obtidas no outono/inverno, confirmando a tendência de demanda por produtos diferenciados, com design e melhor acabamento. “O setor sempre reage a cada estação e o Minas Trend nivela o padrão do expositor e, por consequência, do comprador”.

Raimundo Viana, Presidente do Sistema Sindjóias/Ajomig, acredita “em um bom ano para o segmento, com um crescimento médio de 20% para o setor de bijuterias e 5% para o de joias”. Para Viana, os expositores do salão de negócios “estão satisfeitos, com vendas acima das expectativas”, e que o processo de incremento do design e valorização das pedras brasileiras, como o que pretende estimular o uso do quartzo não só na cadeia joalheira como também nos segmentos de moda, pode se revelar como uma excelente ferramenta para o incremento dos negócios.

 Diferencial do produto

Qualidade, adequação às tendências e design diferenciado são características que tornam o mix de produtos apresentado no salão de negócios uma referência para compradores e lojistas que buscam maior competitividade de mercado. Raquel Costa, da loja Closet 41 de Belo Horizonte, é antiga participante do evento e calcula que 60% de seu estoque de cada temporada são formados por produtos adquiridos no evento. “O cliente gosta de novidades e aqui encontro roupas de qualidade e diferenciadas. Acho que o Minas Trend já é uma referência para os lojistas”. A compradora uruguaia Maria Ortiz, proprietária de lojas em Montevidéu e Punta de Leste, focou seus interesses na área de acessórios e derrete-se em elogios aos produtos aqui encontrados. “Design, apresentação, atendimento em nível internacional”. A lojista também se entusiasma quando questionada sobre a aceitação dos artigos brasileiros no exterior. “É muito bem aceito. As cores, as misturas de texturas e as gamas de pedrarias carregam o charme do Brasil”. Pollyanna Wang, compradora do site Privalia, visita a feira pela 2ª vez considerando-a “mais confortável, mais bonita e com maior volume de negócios”. Segundo a compradora, “a feira proporciona uma experiência mais gostosa” e destaca o atendimento personalizado que recebe. “Aqui você conhece o estilista, o designer, é uma venda mais consultiva e com menos tempo você consegue um maior volume de compras”, finaliza.

Expositores

Paula Bahia, da grife de acessórios homônima, avalia sua participação como “muito boa”, avaliando que os negócios realizados devam responder por 60% do faturamento aguardado para este ano. Já a grife Mary Design considerou que esta edição “superou as expectativas” e comemora a adesão de novos clientes de São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais em seu portfolio. Ana Flavia Braga, da confecção Kalandra, destaca a qualificação do comprador visitante que considera “excelente, os melhores clientes do Brasil estão aqui”. A empresa, que conquistou vários novos clientes do Espírito Santo, Minas Gerais e Mato Grosso, estima que a participação deva representar 30% do faturamento total de 2014. Nivia Marisguia, da Claudia Marisguia Bijoux, afirma que “esta edição foi muito boa, mesmo diante do clima econômico desfavorável”, e acredita que a temporada represente 12% do total a ser faturado neste ano. Claudia Moura, da grife Rogério Lima, destacou o alto padrão da “a estrutura de montagem, o atendimento ao cliente e expositor e os desfiles”, ressaltando o resgate de antigos clientes “que não compravam a muitas edições”. Segundo a empresa, esta temporada deve ser responsável por 60% do faturamento previsto.