Joan Crawford diva vale vale ABOVE SUSPICION 1943JOAN CRAWFORDSITE BB  Daisy Kenyon 1Reza a lenda que Joan Crawford nunca admitiu ser coadjuvante. A diva deste domingo – que nasceu em 23 de março de 1905, no Texas, e morreu aos 72 anos, em 1977 – foi não apenas uma hábil sobrevivente do cinema mudo. A atriz de sobrancelhas arqueadas, olhar marcante e muitas curvas continuou sendo uma deusa da telona, e reverenciada por seu talento  em vários filmes, mais de 80. Foi indicada três vezes ao Oscar por  Almas em Suplício (Mildred Pierce, 1945), Fogueira de Paixões (Possessed, 1947) e Precipícios da Alma (Sudden fear, 1952) – levou a estatueta para a casa com o primeiro longa da lista.

Sua maior rival era Bette Davis e as duas atuaram juntas em O Que Terá Acontecido a Baby Jane (What ever happened to Baby Jane?, 1962) em interpretações memoráveis, muita intriga nos bastidores e uma história que se tornou um clássico cinematográfico.

Nas telas e fora dela, Joan Crawford sempre foi uma mulher exuberante com os vestidos e tailleurs delineando as formas,  saia-lápis acompanhadas de salto alto e vestidos sensuais com decotes valorizando ombros e seios – o que causava incêndios em  suas aparições.

 

-DivasJoan Crawfordsite vale esse Letty Lybton 34Personas como ela continuam inspirando designers como Jean Paul Gaultier, eterno apaixonado pelas divas do cinemão, que em seus espetaculares desfiles leva para a passarela tops que encarnam à perfeição deusas do cinema.  Joan Crawford viveu um tempo em que as atrizes tinham seu guarda-roupa, cabelo, make, andar e até o piscar dos olhos copiados por mulheres do mundo todo. Suas aparições públicas eram um acontecimento e cada baforada de cigarro uma exaltação de sensualidade. Os romances, rompimentos e casos  eram, antes, sussurrados e, claro, elas abusavam desse poder mantendo um mistério sutil, com pequenos escândalos – quase discretos se comparados ao que se vê nas mídias sociais do século 21 – temperada com twitter, facebook, instagran.

Vale o registro – O romântico vestido branco e com mangas em cascatas de babados assinado por Gregory Adrian para Joan Crawford em Redimida (Letty Lynton, 1932) foi copiado à exaustão por lojas de magazine. Em sua coleção haute couture 2011,  o genial Giambatista Valli   (foto/reprodução/web) apresentou um modelo inspirado no célebre dress com a fluidez e o frescor dos novos tempos.

Divas da telona pareciam colecionar amantes e maridos. Joan Crawford – sua rival Davis espalhava maliciosamente que o seu apetite por sexo era  insaciável – casou-se quatro vezes. A última com o milionário Alfred Steele. Quatro anos depois estava viúva e era herdeira da Pepsi-Cola. Não oficialmente, deixou os sets e se dedicou a dirigir um dos impérios dos refrigerantes.

Dos quatro flhos que adotou, deserdou dois em seu testamento – a filha mais velha,  Christina Crawford, publicou após sua morte Mommie Dearest. Na autobiografia, ela descreve Joan como uma péssima mãe, alcoólatra e sem afeto pelos filhos. A obra, polêmica, virou filme – uma vocação de Hollywood – com  Faye Dunaway, outra grande atriz,  no papel de Crawford.   Crawford – que nasceu Lucille Fay LeSueur – media 1,65m, porém sua figura forte e imponente enchia a tela. Selecionamos alguns looks de filmes da atriz, incluindo um à época do cinema mudo em shape flappergril.  Impossível resistir aos looks madame dress em longos diáfanos ou provocantes ou na classe dos modelitos em preto. Por  Beth Barrabethbarramoda@gmail.com

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ÍCONE DO STYLE DIVA

* Cabelos – Morenas (como Ava Gardner), louras (como Marilun Monroe e outras blonde anteriores), tons de castanho (como Joan Craworf), não importa. As madeixas devem ter brilho intenso, comprimento médio e ondas suaves para atualizar o look.

* Make – Sobrancelhas bem delineadas, com arco farto e perfeito para valorizar os olhos. Sombras em tons nude e muito, muito, muito rímel. Para noites memoráveis, paleta de sombras escuras e esmaecidas. Batons em gamas de vermelho, arrematado habilmente com lápis da mesma cor e pele luminosa, mas pouco brilho.

* Salto alto – Eles modelam as pernas e deixam o andar ondulado e provocante. Caminhar como uma diva é uma arte. Quem não domina, deve optar por saltos de 10 centímetros, preferencialmente com a classe dos stilettos.

* Saia-lápis – Divas dos anos 40/50 deram o clima sexy à saia que delineia as curvas em looks classudos. Com camisa de shape masculino e salto agulha faz o combo perfeito do masculino/feminino. Com casaqueto e top de seda em tweed é um clássico, renovado a cada temporada com modelagem, acabamento, acessórios

* Vestidos – Longos, shape realçando o corpo, decotes sutilmente provocantes. O longo diva é uma mistura de classe, sensualidade, cor certa para cada tom de pele e cabelo. Pequenos e valiosos brincos de diamante para as easyladys; esmeraldas e ouro amarelo em cabelos com coque são impactantes.

(Nas imagens acima, cenas de filmes da atriz do site de cinema doctor.macro, a última, com Joan no tempo do cinema mudo, em look  flapperdress)