Nos dias 11 e 12 de julho, às 20h30, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais recebe Augustin Hadelich, considerado hoje um dos grandes violinistas do cenário internacional. Ele interpreta o Concerto para violino nº 1, op. 15, de Britten, obra de grande expressão e contrastes.

Sob regência do maestro Fabio Mechetti, a Orquestra ainda apresenta a charmosa Sinfonia nº 36 em Dó maior, K. 425, “Linz”, de Mozart, e a encantadora série de valsas Contos dos bosques de Viena, op. 325, de J. Strauss Jr. Augustin Hadelich já se apresentou com a Filarmônica de Minas em quatro temporadas e é sempre sucesso de público.

Augustin Hadelich   Foto/Rosalie O’Connor   

Antes das apresentações, o público poderá assistir aos Concertos Comentados que terá como convidado Alexandre Kanji, spalla da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

Repertório

Concerto para violino nº 1, de Britten: A juventude do inglês Benjamin Britten foi vivida durante a ascensão das diferentes manifestações de fascismo em toda a Europa. Em 3 de setembro de 1939, data em que a Grã-Bretanha declarou guerra à Alemanha após a invasão à Polônia, Britten já estava há quatro meses nos Estados Unidos.

Em abril de 1936, então com 22 anos, Britten viajou para Barcelona para se apresentar com o violinista espanhol Antonio Brosa no Festival da Sociedade Internacional para a Música Contemporânea. A profunda ligação construída com a Espanha naquela viagem reforçaria o tom político do seu Concerto para violino nº 1. O tom sombrio e trágico perpassa todos os movimentos da peça e culmina na terceira parte, concebida como um tributo ao contingente de soldados voluntários britânicos – alguns deles amigos de Britten –  que morreram combatendo o franquismo. Composto entre novembro de 1938 e setembro de 1939, o Concerto para violino nº 1 reflete esses eventos históricos.

Sinfonia Linz:  A Sinfonia Linz foi escrita em três dias! Em 1783, Mozart e sua esposa, Constança, fizeram uma viagem a Salzburgo, para visitarem pai e irmã do compositor. No regresso a Viena, o casal parou em Linz, em visita ao velho conde de Thun, amigo da família. O conde queria muito que Wolfgang se apresentasse com a orquestra local, mas Mozart não tinha nenhuma de suas partituras à mão. Desejoso de agradecer a boa acolhida, começou uma nova sinfonia e conseguiu terminá-la a tempo da apresentação programada. Obra, portanto, de circunstância, a Sinfonia Linz não revela o menor vestígio de precipitação. Ao contrário, com sua perfeição formal e força expressiva, inicia a última fase das sinfonias mozartianas. Mozart compôs quarenta e uma sinfonias; a primeira quando tinha apenas oito anos e as três últimas em 1788, aos 33, três anos antes da morte do compositor.

Contos dos bosques de Viena: Uma valsa em forma de poema sinfônico, escrita numa fase em que Johan Strauss Jr. estava tão à vontade que já sentia liberdade para experimentar. A obra Contos dos bosques de Viena foi incluída no programa da primeira edição do Concerto de Ano Novo da capital austríaca, em 1939, que só teve composições de Johann Strauss Jr. Realizado anualmente pela Orquestra Filarmônica de Viena na Sala Dourada do Musikverein da capital austríaca, o espetáculo é atualmente transmitido para aproximadamente cinquenta milhões de pessoas. Dotado de tamanha força expressiva, o opus 325 se tornou uma das mais célebres valsas do compositor.

Augustin Hadelich, violino 

Aos 34 anos, Augustin Hadelich estabeleceu-se como um dos grandes violinistas da atualidade. Nomeado em 2018 Instrumentista do Ano pelo Musical America, ele se apresenta com as principais orquestras dos Estados Unidos e com um número crescente de orquestras europeias e asiáticas. Possui repertório amplo e ousado e é sempre citado por sua técnica fenomenal, sensibilidade poética e tom deslumbrante.

   Foto/Rosalie O’Connor   

Hadelich foi solista com a Filarmônica de Minas Gerais em quatro temporadas. Ele já se apresentou nos festivais BBC Proms, Tanglewood e Blossom, e com as orquestras da BBC, Concertgebouw, Hallé, filarmônicas de Hamburgo, de Londres, de Munique e de Seul, Mozarteum, NHK e Sapporo, entre outras. Possui muitas gravações pelos selos Warner Classics, LPO, AVIE e ganhou o Grammy 2016 por sua gravação do Concerto de Dutilleux com a Seattle Symphony e Ludovic Morlot.

Augustin Hadelich é Medalha de Ouro no Concurso Internacional de Violino de Indianápolis, destinatário de um Avery Fisher Career Grant, de um Borletti-Buitoni Trust Fellowship, do Lincoln Center’s Martin E. Segal Award e do Warner Music Prize. Filho de pais alemães, nascido e criado na Itália, é cidadão norte-americano.

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cidadania e Governo de Minas Gerais e contam com o Patrocínio da Arcelor Mittal por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. 

Serviço: 

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Série Presto: 11 de julho de 2019, às  20h30. Sala Minas Gerais.

Série Veloce:  12 de julho, às 20h30. Sala Minas Gerais

Fabio Mechetti, regente

Augustin Hadelich, violino

Local: Sala Minas Gerais. Rua Tenente Brito Melo, 1090, Bairro Barro Preto, Belo Horizonte/MG

Ingressos: R$ 46 (Coro) R$ 52 (Balcão Palco) R$ 52 (Mezanino), R$ 70 (Balcão Lateral), R$ 96 (Plateia Central), R$ 120 (Balcão Principal), Camarote par (R$ 140).  Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação. Ingressos comprados na bilheteria não têm taxa de conveniência.

Informações: 31 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br