Nos dias 4 e 5 de outubro, a Filarmônica de Minas Gerais celebra dois consagrados compositores música sinfônica brasileira, Carlos Gomes e Heitor Villa-Lobos, e convida a soprano brasileira Gabriella Pace, uma das grandes artistas da cena lírica do país.

Com regência do maestro Fabio Mechetti, o programa inclui as Bachianas nº 5, de Villa-Lobos, e a Protofonia de O Guarani, de Carlos Gomes entre outras belas e importantes composições dos dois grandes músicos.

Para as palestras sobre obras e compositores que acontecem antes das apresentações, o convidado das duas noites será o músico Rubner de Abreu, professor, coordenador pedagógico e diretor artístico do grupo Oficina Música Viva. Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cultura com incentivo da Lei Federal de Incentivo à Cultura. 

Repertório:

O Guarani: Protofonia  Carlos Gomes (Campinas, Brasil, 1836 – Belém, Brasil, 1896) 

Carlos Gomes se inspirou no romance indianista O Guarani, de José de Alencar, para compor sua ópera de mesmo nome. A obra em quatro atos, com libreto em italiano de Antônio Sclavini e Carlo D’Orneville, trata da história de amor de Ceci e Peri. A montagem estreou com grande sucesso em 19 de março de 1870 no Teatro Scala de Milão. No Brasil, a estreia foi em dezembro do mesmo ano, no Rio de Janeiro.  A Protofonia, ou Abertura, é sem dúvida o tema mais conhecido dessa criação de Carlos Gomes. Inclusive, é uma versão dela que ouvimos no rádio na abertura do programa a Voz do Brasil.

Maestro Fábio Mechetti na regência da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais   Foto/Eugênio Sávio

Bachianas Brasileiras nº 5   Heitor Villa-Lobos (Rio de Janeiro, Brasil, 1887 – 1959)

Compositor preferido de Villa-Lobos. Trata-se de um conjunto de nove obras definitivamente maravilhosas, mas que, na verdade, guardam poucas relações entre si ou com o estilo bachiano.

Por que, então, Villa-Lobos agrupou obras tão disparatadas sob um mesmo título? Talvez porque ele soubesse bem que obras com o mesmo título tendem a se fixar mais facilmente na memória do público, uma vez que criam um universo fechado. E de fato, sempre que falamos de uma das Bachianas Brasileiras, pensamos invariavelmente nas outras.

A soprano brasileira Gabriella Pace          Foto/Henrique Pontual

Bachianas Brasileiras nº 5, originalmente para soprano e oito violoncelos, é composta de dois movimentos: Ária (Cantilena) e Dança (Martelo). A famosa Ária, peça mais conhecida de Villa-Lobos, foi composta em 1938, sobre texto de Ruth Valadares Corrêa, fez estreia dia 25 de março de 1939, no Rio de Janeiro, com a própria Ruth sob a regência de Villa-Lobos. A Dança foi composta apenas em 1945, sobre texto de Manuel Bandeira. A versão completa das Bachianas Brasileiras nº 5 foi estreada em 10 de outubro de 1947, em Paris, com a soprano Hilda Ohlin e regência do compositor. Neste mesmo ano, Villa-Lobos faria ainda uma versão da Ária, para soprano e violão e, em 1948, da obra completa, para soprano e piano.

Maestro Fabio Mechetti

Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008, Fabio Mechetti é natural de São Paulo. Mestre em Regência e em Composição pela Juilliard School de Nova York é vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, da Dinamarca. 

Nos Estados Unidos, Mechetti esteve quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville e, atualmente, é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular das sinfônicas de Syracuse e de Spokane, da qual hoje é seu Regente Emérito. Regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio. Da Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Sinfônica de Nova Jersey. Continua dirigindo inúmeras orquestras norte-americanas e é convidado frequente dos festivais de verão norte-americanos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York. No Brasil, regeu todas as importantes orquestras brasileiras.

Gabriella Pace: Vencedora do Prêmio Carlos Gomes 2010 pela participação na ópera A Menina das Nuvens, Gabriella Pace já cantou sob a regência de maestros como Lorin Maazel, Isaac Karabtchevsky, John Neschling, Roberto Minczuk, Rodolfo Fischer, Luiz Fernando Malheiros, Fabio Mechetti, Sílvio Viegas e Abel Rocha. Foi Ilia em Idomeneo, Eurídice em Orfeo ed Euridice, Giulietta em I Capuleti I Montecchi, Susanna em As Bodas de Fígaro, Ceci em II Guarany e Pamina em A Flauta Mágica.  Ao lado do pianista Gilberto Tinetti e da mezzo-soprano Adriana Clisintegra desde  2005 o trio Duetos e Canções, apresentando-se em recitais de música de câmara por todo o país. Gabriella iniciou os estudos com o pai, Héctor Pace, e foi aluna de Leilah Farah e Pier Miranda Ferraro. 

Serviço: 

Filarmônica de Minas Gerais apresenta o Brasil de Villa-Lobos e Carlos Gomes     Fábio Mechetti, regente.  Gabriella Pace, soprano

Allegro: 4 de outubro de 2018, quinta-feira, às 20h30.   Vivace: 5 de outubro, sexta-feira, às 20h30. Local: Sala Minas Gerais. Rua Tenente Brito Melo, 1090, Bairro Barro Preto, Belo Horizonte/MG

Ingressos: R$ 44 [Coro] R$ 50 [Balcão Palco] R$ 50 [Mezanino], R$ 68 [Balcão Lateral], R$ 92 [Plateia Central] e R$ 116 [Balcão Principal]. Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação. Cartões aceitos: Amex, Aura, Redecard, Diners, Elo, Hipercard, Mastercard, Redeshop, Visa e Visa Electron.  Informações: 31 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br