O sonho de Douglas e de todos nós

Há 3 semanas o Brasil vive uma onda de manifestações que se alastram por todo o País. Nos primeiros dias, os manifestantes diziam que o “Gigante acordou”. As autoridades Federais, estaduais e municipais  é que precisavam acordar para exercer efetivamente os mandatos para os quais foram eleitos e oferecer à população um retorno digno pelos impostos pagos.

Ontem, mais de 50.000 pessoas foram às ruas em mais um dia de manifestações, que se não fosse o  vandalismo, marcaria o 26 de junho como uma data histórica. A passeata saiu da Praça 7 e seguiu em direção ao Mineirão, onde a bola rolava entre Brasil e Uruguai.

Douglas Oliveira, no auge dos seus 21 anos, um rapaz jovem,  saiu de casa para também reivindicar direitos básicos como educação, saúde e transporte público decentes. Mas a sua trajetória foi tragicamente interrompida quando caiu do viaduto José Alencar, onde cruzam as avenidas Abrahão Caram e Antônio Carlos, não resistindo aos vários ferimentos e fraturas que sofreu.
A manifestação não perdeu o seu valor como um marco para as mudanças no país, mas perdeu um pouco da legitimidade por conta dos pequenos grupos de vándalos, que agora amedrontam os milhares de manifestantes pacíficos que, assim como Douglas, procuravam defender o sonho de um Brasil melhor.